O que é Hérnia de Hiato?

A hérnia de hiato, também chamada de hérnia hiatal, é uma condição anatômica em que parte do estômago se desloca para cima, atravessando o hiato esofágico do diafragma (a abertura por onde o esôfago passa) e entrando na cavidade torácica. O diafragma é o músculo que separa o tórax do abdômen e desempenha papel importante na respiração.

Existem dois tipos principais de hérnia de hiato: a hérnia por deslizamento (mais comum, representando cerca de 95% dos casos), onde a junção entre o esôfago e o estômago desliza para cima através do hiato; e a hérnia paraesofágica (mais rara), onde parte do estômago se projeta ao lado do esôfago através do hiato, podendo causar complicações mais sérias.

A hérnia de hiato é muito comum, especialmente em pessoas acima de 50 anos, com prevalência estimada em 10-20% da população adulta. Muitas pessoas têm hérnias pequenas sem nunca apresentar sintomas, enquanto hérnias maiores podem causar refluxo significativo e outras complicações.

Sintomas da Hérnia de Hiato

  • Azia (queimação retroesternal), especialmente após refeições e ao deitar
  • Regurgitação de alimentos ou líquido ácido
  • Dificuldade para engolir (disfagia)
  • Dor ou desconforto no peito ou na parte superior do abdômen
  • Sensação de saciedade precoce ao comer
  • Falta de ar após refeições (em hérnias grandes)
  • Arrotos frequentes
  • Muitos pacientes são assintomáticos

Causas e Fatores de Risco

A causa exata da hérnia de hiato nem sempre é clara, mas acredita-se que resulte de uma combinação de enfraquecimento do tecido ao redor do hiato esofágico e aumento da pressão abdominal. O envelhecimento naturalmente enfraquece os tecidos e músculos, explicando a maior prevalência em idosos.

Fatores que aumentam a pressão intra-abdominal e contribuem para o desenvolvimento ou agravamento da hérnia incluem: obesidade, gravidez, tosse crônica (como em fumantes ou pessoas com doenças pulmonares), esforços evacuatórios por constipação, levantamento de peso excessivo e vômitos recorrentes.

Outros fatores de risco incluem: predisposição genética (algumas pessoas nascem com hiato esofágico mais largo), lesões ou cirurgias prévias na região do diafragma, e certas condições congênitas. Alguns estudos sugerem que a postura e hábitos alimentares também podem influenciar.

Diagnóstico

O diagnóstico da hérnia de hiato geralmente é feito através de exames de imagem ou endoscopia. A endoscopia digestiva alta permite visualizar diretamente a junção esofagogástrica e identificar se há deslocamento do estômago. Durante o exame, também é possível avaliar se há esofagite (inflamação) causada pelo refluxo.

O estudo radiológico contrastado do esôfago, estômago e duodeno (SEED ou EED) é outro método útil, onde o paciente ingere contraste de bário e são feitas radiografias que mostram a anatomia e podem identificar a hérnia, especialmente quando o paciente faz manobras que aumentam a pressão abdominal.

A tomografia computadorizada pode ser necessária para avaliar hérnias paraesofágicas e suas complicações. A manometria esofágica pode ser solicitada para avaliar a função do esfíncter esofágico inferior, especialmente quando há planejamento cirúrgico. Muitas vezes, a hérnia de hiato é um achado incidental durante exames realizados por outros motivos.

Tratamento da Hérnia de Hiato

O tratamento da hérnia de hiato depende do tamanho da hérnia, da presença e gravidade dos sintomas e das complicações. Hérnias pequenas e assintomáticas geralmente não requerem tratamento específico, apenas acompanhamento. Quando há sintomas de refluxo, o tratamento clínico é a primeira linha.

O tratamento clínico inclui mudanças no estilo de vida (perder peso, evitar refeições volumosas, não deitar após comer, elevar a cabeceira da cama, evitar alimentos que agravam o refluxo) e medicamentos como inibidores de bomba de prótons (IBPs) para reduzir a acidez gástrica e proteger o esôfago.

A cirurgia é considerada quando: os sintomas são graves e não respondem ao tratamento clínico; há complicações como esofagite grave, estenose ou esôfago de Barrett; ou em hérnias paraesofágicas grandes (que têm risco de complicações como estrangulamento). A técnica mais comum é a fundoplicatura laparoscópica, que repara a hérnia e cria uma válvula antirrefluxo. A Dra. Camila Coradi avalia cada caso individualmente para definir a melhor estratégia de tratamento.

Perguntas Frequentes sobre Hérnia de Hiato

O que é hérnia de hiato?

A hérnia de hiato ocorre quando a parte superior do estômago se projeta através do hiato esofágico, uma abertura no diafragma por onde o esôfago passa para se conectar ao estômago. Isso pode causar refluxo gastroesofágico e outros sintomas digestivos.

Toda hérnia de hiato precisa de cirurgia?

Não. A maioria das hérnias de hiato é pequena e pode ser tratada clinicamente com medicamentos e mudanças no estilo de vida. A cirurgia é reservada para casos com sintomas graves que não respondem ao tratamento clínico, hérnias muito grandes ou com complicações.

A hérnia de hiato pode ser causada por esforço físico?

Esforços físicos intensos que aumentam a pressão abdominal podem contribuir para o desenvolvimento ou agravamento da hérnia de hiato. Outros fatores incluem obesidade, tosse crônica, constipação com esforço evacuatório e gravidez.

Quais são os sintomas da hérnia de hiato?

Muitas pessoas com hérnia de hiato pequena não têm sintomas. Quando presentes, os sintomas mais comuns são azia, regurgitação ácida, dificuldade para engolir, dor no peito, sensação de saciedade precoce e, em casos de hérnias grandes, falta de ar após as refeições.

A hérnia de hiato pode voltar após a cirurgia?

Sim, existe risco de recorrência após a cirurgia, que varia de 5-15% dependendo do tipo de hérnia e da técnica cirúrgica utilizada. Manter peso adequado e evitar fatores que aumentam a pressão abdominal ajuda a prevenir a recorrência.

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A Dra. Camila Coradi oferece atendimento especializado em gastroenterologia em Belo Horizonte, com foco em diagnóstico preciso e tratamento personalizado para hérnia de hiato.

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