O que são Divertículos e Diverticulite?

Os divertículos intestinais são pequenas saculações ou bolsas que se formam na parede do intestino grosso, sendo mais comuns no cólon sigmoide (porção final do intestino grosso, do lado esquerdo do abdômen). A presença dessas estruturas é denominada diverticulose, condição extremamente comum que afeta mais de 50% da população acima dos 60 anos.

A diverticulite ocorre quando um ou mais divertículos inflamam ou infectam, caracterizando-se por dor abdominal intensa, geralmente no quadrante inferior esquerdo, associada a febre e alterações intestinais. É uma das principais emergências gastroenterológicas e requer avaliação médica adequada para definir a gravidade e o melhor tratamento.

A Dra. Camila Coradi, gastroenterologista em Belo Horizonte, oferece avaliação completa para pacientes com doença diverticular, desde o acompanhamento de diverticulose assintomática até o tratamento de episódios de diverticulite.

Sintomas da Doença Diverticular

  • Dor abdominal, tipicamente no lado esquerdo (fossa ilíaca esquerda)
  • Febre e calafrios (na diverticulite)
  • Alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia)
  • Distensão abdominal e gases
  • Náuseas e vômitos (em casos mais graves)
  • Sensibilidade abdominal à palpação
  • Sangramento retal (na doença diverticular hemorrágica)
  • Sintomas urinários (quando há inflamação próxima à bexiga)

Causas e Fatores de Risco

A formação de divertículos está relacionada ao aumento da pressão dentro do cólon, combinado com pontos de fraqueza na parede intestinal onde os vasos sanguíneos penetram. Fatores de risco importantes incluem:

Dieta pobre em fibras: Considerado o principal fator de risco. A baixa ingestão de fibras resulta em fezes mais duras e menor volume fecal, exigindo maior esforço e pressão para evacuação.

Idade: A prevalência aumenta significativamente com a idade. Antes dos 40 anos, menos de 5% da população tem divertículos; após os 80 anos, mais de 65%.

Outros fatores: Sedentarismo, obesidade, tabagismo, uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e corticoides aumentam o risco de desenvolver divertículos e de apresentar complicações como diverticulite.

Genética: Existe um componente hereditário, com maior risco em pessoas com histórico familiar de doença diverticular.

Diagnóstico

A diverticulose frequentemente é descoberta incidentalmente durante colonoscopia realizada por outros motivos. Já o diagnóstico de diverticulite é baseado na história clínica, exame físico e exames complementares. A Dra. Camila Coradi utiliza uma abordagem sistemática:

Tomografia computadorizada: É o exame de escolha para diagnóstico de diverticulite aguda. Permite visualizar a inflamação, identificar complicações (abscesso, perfuração, fístula) e classificar a gravidade do quadro.

Exames laboratoriais: Hemograma (leucocitose indica infecção), PCR elevada e exame de urina para excluir infecção urinária.

Colonoscopia: Contraindicada na fase aguda da diverticulite pelo risco de perfuração. Deve ser realizada 6-8 semanas após a resolução do quadro para excluir neoplasia colorretal, especialmente em pacientes acima de 45-50 anos ou que nunca realizaram o exame.

Tratamento

O tratamento da doença diverticular varia conforme a apresentação clínica:

Diverticulose assintomática: Não requer tratamento específico. Recomenda-se dieta rica em fibras (frutas, verduras, cereais integrais), hidratação adequada e atividade física regular para prevenir sintomas e complicações.

Diverticulite não complicada: A maioria dos casos pode ser tratada ambulatorialmente com antibióticos orais, dieta líquida inicialmente evoluindo para dieta pobre em resíduos, e analgesia. Internação é indicada quando há febre alta, incapacidade de ingestão oral ou necessidade de antibióticos endovenosos.

Diverticulite complicada: Abscessos pequenos podem ser tratados com antibióticos; abscessos maiores requerem drenagem percutânea guiada por tomografia. Perfuração livre, peritonite e obstrução intestinal são indicações de cirurgia de urgência.

Cirurgia eletiva: Pode ser considerada após episódios recorrentes que impactam a qualidade de vida, em pacientes imunossuprimidos ou em casos de complicações crônicas como fístulas ou estenose. A decisão é individualizada em conjunto com cirurgião.

Prevenção de recorrência: Dieta rica em fibras, exercício regular, manutenção do peso saudável, cessar tabagismo e evitar AINEs quando possível. A mesalazina e probióticos podem ser considerados em casos selecionados.

Perguntas Frequentes

O que são divertículos intestinais?

Divertículos são pequenas bolsas ou saculações que se formam na parede do intestino grosso, principalmente no cólon sigmoide. São formados por herniação da mucosa através de pontos fracos da parede intestinal, onde os vasos sanguíneos penetram. A presença de divertículos é chamada de diverticulose.

Qual a diferença entre diverticulose e diverticulite?

Diverticulose é apenas a presença dos divertículos, que geralmente não causa sintomas. Diverticulite ocorre quando um ou mais divertículos inflamam ou infectam, causando dor abdominal (tipicamente no lado esquerdo), febre, alteração do hábito intestinal e, em casos graves, complicações como abscesso ou perfuração.

Quem pode comer pipoca ou sementes com divertículos?

A antiga recomendação de evitar pipoca, sementes e nozes foi abandonada por falta de evidência científica. Estudos mostram que esses alimentos não aumentam o risco de diverticulite e podem, inclusive, ser benéficos por seu conteúdo de fibras. Uma dieta rica em fibras é recomendada.

Diverticulite sempre precisa de cirurgia?

Não. A maioria dos episódios de diverticulite não complicada é tratada clinicamente com antibióticos e dieta. A cirurgia é indicada para casos complicados (abscesso grande, perfuração, fístula, obstrução) ou diverticulite recorrente que impacta a qualidade de vida. A decisão é individualizada.

Como prevenir crises de diverticulite?

A prevenção envolve dieta rica em fibras (25-30g/dia), hidratação adequada, atividade física regular, manter peso saudável e evitar o tabagismo. Após um episódio de diverticulite, o acompanhamento com gastroenterologista ajuda a prevenir recorrências.

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A Dra. Camila Coradi oferece atendimento especializado em gastroenterologia em Belo Horizonte, com foco em diagnóstico preciso e tratamento personalizado para diverticulite e doença diverticular.

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